Carteira De Investimentos: Planilha Excel Grátis
Controle sua carteira com posições, preço médio, rentabilidade, peso por ativo e resumo visual em 4 abas.
Esta planilha de carteira de investimentos organiza suas posições, calcula valor investido, valor atual, resultado, rentabilidade e peso de cada ativo em uma visão única. Ela inclui as abas Carteira, Movimentações, Resumo e Instruções, com campos prontos para acompanhar ações, ETF e FII.
Na prática, você enxerga quanto colocou, quanto vale hoje e qual ativo está concentrando demais o patrimônio. A leitura fica direta para quem quer comparar a carteira sem depender de corretora ou planilha improvisada.
As colunas visíveis no arquivo ajudam a preencher B3/Código, instituição, quantidade, preço médio, preço atual, última atualização e status. Isso facilita revisar uma posição de R$ 12.000 em BOVA11, por exemplo, e separar lucro de simples oscilação de mercado.
As principais vantagens desta Planilha de Excel
- Mostra o resultado (R$) de cada posição com base no preço médio e no preço atual.
- Calcula o peso na carteira (%) para você ver concentração excessiva, como 30% em um único FII.
- Organiza ações, ETF e FII na mesma estrutura, sem misturar tipos de ativo.
- Ajuda a identificar ativos com ganho de R$ 500 e ativos com perda de R$ 300 na mesma visão.
- Registra a última atualização para você saber se o preço ainda está válido.
- Permite acompanhar a evolução com dados de entrada e saída na aba Movimentações.
- Resume a carteira em painel, o que evita olhar linha por linha quando você quer decidir rebalanceamento.
Guía paso a paso
- Abra a aba Carteira e preencha o ativo, o tipo, o código B3 e a corretora. Isso cria sua base de posições.
- Informe quantidade, preço médio e preço atual. A planilha usa esses dados para calcular valor investido, valor atual e resultado.
- Complete a data da última atualização. Assim você sabe se está comparando cotação de hoje ou de dias atrás.
- Use a aba Movimentações para registrar compras, vendas, dividendos e aportes. Essa rotina evita perder histórico de custo médio.
- Confira a aba Resumo para ver a distribuição da carteira e ler os indicadores consolidados. É ali que aparece a visão de conjunto.
- Abra Instruções quando quiser revisar o significado de cada campo antes de lançar novos ativos.
Funciones incluidas
Como a carteira calcula resultado e rentabilidade
A lógica central da planilha é simples: você compara o custo da posição com o valor de mercado. Se você comprou 120 ações de PETR4 a R$ 32,45, o valor investido é R$ 3.894,00; se o preço atual está em R$ 36,10, o valor atual sobe para R$ 4.332,00. O resultado é de R$ 438,00, antes de considerar imposto, corretagem ou eventuais taxas.
Na mesma linha, uma posição de 80 cotas de WEGE3 a R$ 41,80 com preço atual de R$ 39,25 gera R$ 3.344,00 investidos e R$ 3.140,00 atuais, ou seja, perda de R$ 204,00. Isso evita o erro clássico de olhar só para a cotação unitária e esquecer a quantidade e o preço médio. A rentabilidade percentual nasce dessa relação entre ganho ou perda e o custo original.
Peso e concentração da carteira
O peso na carteira (%) mostra quanto cada ativo representa do total. Se sua carteira somar R$ 50.000 e o MXRF11 valer R$ 7.500, ele pesa 15% do patrimônio. Esse número é o que você usa para decidir se uma posição está grande demais para o seu apetite de risco.
O que entra na aba movimentações
Na aba Movimentações, o histórico serve para recalcular o custo quando você faz novo aporte ou venda parcial. Em uma carteira com compras de R$ 2.000 por mês, esse controle impede que o preço médio fique distorcido por lançamentos fora de ordem. É essa base que sustenta a visão da aba principal e do resumo consolidado.
Impostos, taxas e regras que mexem no retorno
Na carteira real, o retorno bruto nunca é o retorno líquido. Em ações e FII, o Imposto de Renda sobre ganho de capital costuma ser de 15% em operações comuns, e em day trade a alíquota sobe para 20%; já fundos de investimento podem ter come-cotas. Se você lucra R$ 1.000 em uma venda comum, pode reservar R$ 150 de imposto; se o lucro for R$ 1.000 em day trade, a conta sobe para R$ 200.
Também entram na conta custos como corretagem, emolumentos da B3 e eventuais taxas da instituição. Em uma compra de R$ 10.000 com custo total de R$ 9,90 de corretagem e R$ 2,50 de emolumentos, você já começa com R$ 12,40 a menos para recuperar. Para quem investe todo mês, esses R$ 12,40 viram R$ 148,80 no ano.
Por que separar preço e custo total
A planilha deixa claro que preço atual não é o mesmo que retorno líquido. Se você comprou um ETF por R$ 100 e ele está em R$ 110, o ganho bruto é de R$ 10 por cota, mas o resultado final depende do total de cotas, da taxa e da tributação na venda. Isso é especialmente útil quando você compara uma posição isenta de come-cotas com outra que sofre tributação periódica.
O papel da atualização de dados
Manter a última atualização em dia evita decisões baseadas em cotação antiga. Se uma cota de FII foi atualizada há 10 dias e caiu R$ 1,20 no período, o peso da posição e o resultado exibido já podem estar errados em alguns pontos percentuais. Na prática, isso muda a leitura do que vender, manter ou rebalancear.
Os pontos em que investidores mais perdem dinheiro
O erro mais caro que vejo é misturar patrimônio com sensação de ganho. A pessoa compra 200 cotas de um fundo a R$ 100, vê a cota cair para R$ 96 e conclui que perdeu pouco, mas já são R$ 800 de desvalorização. Se a carteira total é de R$ 20.000, isso representa 4% do patrimônio em um único ativo.
Outro erro é não acompanhar o preço médio depois de novos aportes. Quem aporta R$ 1.000 por mês e compra em datas diferentes sem registrar movimentações costuma achar que está no lucro quando, na verdade, o resultado consolidado ainda está negativo em R$ 300. A aba Movimentações foi feita justamente para evitar esse tipo de leitura errada.
Concentração escondida
Também é comum achar que a carteira está diversificada porque tem 8 ativos, mas 60% do dinheiro está em dois nomes. Se você tem R$ 30.000 e aloca R$ 18.000 em uma única ação, o risco de evento específico vira risco de carteira. O campo peso na carteira (%) expõe essa concentração sem precisar fazer conta manual.
Resultado antes do custo financeiro
Outra armadilha é ignorar o custo de oportunidade. Deixar R$ 15.000 parados em conta remunerada de baixa taxa enquanto a carteira rende pouco pode custar centenas de reais por ano. A planilha ajuda a comparar posição por posição, para você enxergar onde o dinheiro está rendendo menos do que deveria.
Esse diagnóstico de retorno abaixo do esperado também combina com uma planilha de preço teto, para comparar o preço pago com o valor que cada ação ainda entrega na carteira.
Onde apertar primeiro para melhorar a carteira
A primeira alavanca é aumentar a disciplina de aporte. Se você sai de R$ 500 para R$ 800 por mês, o volume anual sobe de R$ 6.000 para R$ 9.600, ou seja, R$ 3.600 a mais comprando ativos. Em uma carteira que rende 10% ao ano, isso representa cerca de R$ 360 extras de retorno bruto no primeiro ciclo.
A segunda alavanca é rebalancear peso. Se um FII representa 28% da carteira e você reduz para 18% vendendo R$ 5.000 e distribuindo em dois ativos de menor concentração, você diminui o risco de um único papel dominar o patrimônio. O campo de peso na carteira (%) mostra exatamente onde agir.
Preço médio versus novo aporte
Em muitos casos, comprar mais de um ativo ruim só para baixar o preço médio destrói eficiência. Se você tem R$ 4.000 em um papel que caiu 20% e coloca mais R$ 4.000 sem mudar a tese, dobra a exposição ao mesmo erro. A planilha ajuda a separar reforço consciente de insistência em posição ruim.
O que ajustar na prática
- Reforce ativos com menor peso quando isso fizer sentido para o seu plano.
- Registre cada compra na aba Movimentações para manter o custo médio correto.
- Use o Resumo para decidir se a carteira está concentrada demais em uma classe ou em um código só.
Na mesma lógica de registrar cada compra, a planilha de títulos públicos organiza aportes e vencimentos quando a carteira começa a incluir Tesouro Direto.
Preguntas frecuentes sobre esta planilha
Ela controla posição, quantidade, preço médio, preço atual, valor investido, valor atual, resultado, rentabilidade e peso por ativo. Na prática, você consegue ver, por exemplo, se 150 cotas de um FII compradas a R$ 98 valem hoje R$ 94 ou R$ 103 sem fazer conta na mão.
O arquivo tem quatro abas: Carteira, Movimentações, Resumo e Instruções. A primeira é a base operacional, a segunda guarda o histórico, a terceira consolida os números e a quarta explica como preencher cada campo.
Sim. A estrutura já traz as colunas Tipo de Ativo e B3/Código, então você pode registrar PETR4, BOVA11, MXRF11 e outros ativos na mesma lógica. Isso facilita comparar classes diferentes dentro da mesma carteira.
O peso mostra a participação de cada posição no total. Se você tem R$ 40.000 e R$ 12.000 estão em um único ativo, esse papel já representa 30% da carteira, o que costuma ser alto para muitos perfis. Esse número deixa a concentração visível antes que o risco vire surpresa.
Não necessariamente, mas a data da Última Atualização precisa refletir o que você está olhando. Se você atualiza a cada 15 dias e usa essa rotina com disciplina, já consegue acompanhar a carteira de forma coerente; o problema é misturar preço antigo com decisão de hoje.
Sim, porque ela serve para registrar compras, vendas e outros eventos que afetam o custo da posição. Se você compra mais R$ 2.000 em um ativo que já tinha R$ 8.000 investidos, o novo preço médio precisa considerar os R$ 10.000 totais e a quantidade consolidada.