Simulador de Tesouro Direto Planilha Excel Grátis
Simule aportes, taxas e IR no Tesouro Direto e compare títulos com clareza em reais.
Esta planilha simula quanto o seu Tesouro Direto pode render em reais, já considerando aporte inicial, aportes mensais, taxa do título e desconto de Imposto de Renda. Ela traz as abas Simulador, Cenários, Resumo e Instruções, com campos para você comparar projeções sem depender de calculadora ou site de corretora.
A lógica é simples: você informa o valor aplicado, o prazo e a taxa, e a planilha mostra o saldo bruto, o rendimento estimado e o valor líquido. Isso ajuda a enxergar se vale mais travar dinheiro no Tesouro Selic, no Tesouro IPCA+ ou em outro prazo, com números que você consegue conferir na própria tela.
No layout da página, a Figura 1 mostra a aba Simulador com área de entrada destacada; a Figura 2 reúne os cenários comparativos; a Figura 3 sintetiza os resultados; e a Figura 4 explica como preencher tudo sem erro.
As principais vantagens desta Planilha de Excel
- Simula o retorno em R$ com base em aporte inicial, aporte mensal, taxa e prazo, sem chute.
- Mostra o efeito do IR na renda fixa, útil para comparar valor bruto e líquido.
- Permite testar cenários de taxa, como 10% a.a. versus 12% a.a., antes de aplicar.
- Ajuda a medir o impacto de aportes mensais de R$ 300, R$ 500 ou R$ 1.000 no saldo final.
- Facilita a escolha entre títulos com vencimentos diferentes, olhando o dinheiro que entra no bolso.
- Organiza a análise em abas separadas para entrada, comparação e resumo, reduzindo erro de lançamento.
- Economiza tempo na conferência de rentabilidade, porque você vê o resultado pronto em vez de refazer contas manuais.
Guía paso a paso
- Abra a aba Simulador e preencha os campos de aporte, prazo e taxa do título. Use valores reais, como R$ 10.000 iniciais e R$ 500 por mês.
- Revise a aba Cenários para comparar diferentes combinações de prazo e taxa. Se uma opção render R$ 1.200 a mais no líquido, isso aparece no quadro lado a lado.
- Confira a aba Resumo para ver o saldo projetado e o resultado final líquido. Aqui você enxerga a diferença entre quanto entrou e quanto saiu depois do imposto.
- Leia a aba Instruções antes de ajustar a planilha, para seguir a sequência correta de preenchimento. Isso evita inverter data, taxa e valor aplicado.
- Troque os números para simular seu caso real. Exemplo: R$ 20.000 aplicados por 36 meses a 11% a.a. com aportes de R$ 400.
- Compare os resultados e escolha o cenário com melhor relação entre prazo, liquidez e valor líquido. Se dois títulos rendem parecido, a diferença de poucos pontos percentuais faz falta no fim.
Funciones incluidas
Como funciona a conta do Tesouro Direto na planilha
A lógica da planilha começa pelo valor que você aplica hoje e pelos aportes mensais que pretende manter. Se você entra com R$ 20.000, aporta R$ 500 por mês e simula 36 meses a 11% ao ano, a conta precisa separar principal, juros e imposto para não confundir saldo bruto com saldo líquido.
Na prática, o fluxo de caixa mensal soma o aporte inicial aos aportes recorrentes e projeta a capitalização. Com R$ 20.000 no início e R$ 500 por 36 meses, você coloca R$ 38.000 no total; se o rendimento bruto estimado chegar a R$ 8.700, o saldo antes de imposto fica perto de R$ 46.700.
onde entra o IR na simulação
No Tesouro Direto, o imposto incide só sobre o ganho, e não sobre o valor aplicado. Se o ganho for R$ 8.700 e a alíquota cair para 17,5% no prazo de até 720 dias, o IR estimado é de R$ 1.522,50, levando o líquido para cerca de R$ 45.177,50.
por que separar cenários ajuda
A aba Cenários serve para comparar títulos com taxas diferentes sem refazer a base. Uma diferença de 1 ponto percentual ao ano, em R$ 50.000 por 5 anos, pode representar algo próximo de R$ 2.500 a R$ 4.000 no acumulado, então o detalhe da taxa importa de verdade.
Impostos e regras que mudam o resultado do título
O principal custo fiscal aqui é o IR sobre renda fixa, com tabela regressiva de 22,5% até 15% conforme o prazo. Em 2026, se você ficar até 180 dias com o título, a alíquota é 22,5%; entre 181 e 360 dias, 20%; entre 361 e 720 dias, 17,5%; acima de 720 dias, 15%.
Voltando ao exemplo de R$ 20.000 aportados e R$ 8.700 de ganho, se a venda ocorrer com 15% de IR, o imposto seria de R$ 1.305. Se a mesma saída acontecesse antes de 180 dias, o IR subiria para R$ 1.957,50, ou seja, R$ 652,50 a mais saindo do seu bolso.
custos que também entram na conta
Na compra via corretora, pode haver taxa de custódia da B3 de 0,20% ao ano sobre o valor investido acima de R$ 10.000, conforme regras praticadas no Tesouro Direto. Em uma posição de R$ 60.000, essa cobrança representa cerca de R$ 100 por ano sobre os R$ 50.000 que excedem a faixa isenta, e a planilha ajuda você a não ignorar esse corte no rendimento.
Para títulos Tesouro Selic, a liquidez diária reduz o risco de travar dinheiro fora da reserva, mas não elimina o IR nem a custódia. Já o Tesouro IPCA+ costuma fazer mais sentido para prazo longo, porque protege o poder de compra; se você busca um objetivo de 8 anos, essa comparação muda bastante o resultado líquido.
Os erros que mais reduzem sua rentabilidade
O erro que eu mais vejo é comparar rendimento bruto e esquecer o imposto. Se você olha só para um título que promete 11% a.a. e ignora o IR de 15%, a taxa líquida cai para algo perto de 9,35% a.a., e isso muda o número final em milhares de reais.
deixar dinheiro parado no título errado
Outro erro é usar o título como se fosse a mesma coisa que reserva de emergência. Colocar R$ 15.000 em um papel de vencimento longo para um gasto que pode acontecer em 3 meses pode forçar venda no momento errado, e a diferença entre planejar e improvisar pode custar alguns centenas de reais em rendimento perdido.
errar o prazo e a alíquota
Também vejo muita gente sacar antes de 720 dias sem perceber que a mordida do imposto ainda está alta. Em um ganho de R$ 4.000, vender com 22,5% gera R$ 900 de IR; esperar e cair para 15% reduz essa saída para R$ 600, uma economia de R$ 300 que a planilha deixa visível na hora.
Quando você coloca esses dados na aba Resumo, o erro aparece sem maquiagem. É ali que fica claro se a rentabilidade de R$ 1.000 no ano compensa uma decisão apressada ou se você está só trocando tempo por imposto.
As alavancas que mais melhoram o resultado no Tesouro Direto
A primeira alavanca é o prazo, porque ele muda a alíquota de IR e o efeito dos juros compostos. Em um ganho de R$ 10.000, sair com 22,5% significa R$ 2.250 de imposto; sair com 15% significa R$ 1.500, diferença de R$ 750 só por esperar mais tempo.
aporte mensal maior ou taxa melhor
A segunda alavanca é o aporte. Se você aumenta de R$ 300 para R$ 500 por mês durante 60 meses, entra com R$ 12.000 a mais na estratégia; mesmo com a mesma taxa, isso costuma elevar o saldo final em mais de R$ 15.000 quando os juros compostos trabalham sobre o valor extra.
onde mexer na planilha
A terceira alavanca é a taxa do título, que você ajusta diretamente na área de simulação. Uma troca de 10,5% a.a. para 11,5% a.a. em R$ 40.000 por 5 anos pode adicionar perto de R$ 2.000 a R$ 3.000 no bruto, antes de imposto; por isso a planilha mostra cenários lado a lado e não deixa você decidir no escuro.
- Se o objetivo é liquidez, favoreça prazo curto e acompanhe o IR.
- Se o objetivo é meta de longo prazo, teste vencimentos mais longos e veja o líquido.
- Se sobra caixa todo mês, aumente o aporte antes de buscar “milagre” na taxa.
A comparação de cenários fica mais completa quando você cruza taxa, prazo e aporte com uma planilha de Tesouro Direto já pronta para simular o líquido em cada vencimento.
Preguntas frecuentes sobre esta planilha
Sim. Ela considera o IR regressivo da renda fixa, que em 2026 vai de 22,5% a 15% conforme o prazo. Se você simular R$ 5.000 de ganho, o imposto pode variar de R$ 1.125 a R$ 750, dependendo do tempo da aplicação.
Sim. A aba de cenários permite testar taxas e prazos diferentes, o que ajuda a comparar liquidez e proteção contra inflação. Por exemplo, R$ 30.000 no Tesouro Selic por 1 ano e o mesmo valor no Tesouro IPCA+ por 8 anos não geram o mesmo líquido.
Mostra a lógica para chegar aos dois. O bruto é o total antes do imposto, e o líquido é o que sobra depois do IR. Em uma simulação com R$ 8.000 de rendimento, sair de 17,5% para 15% já muda o líquido em R$ 200.
Serve sim. Se você investe R$ 200 por mês por 48 meses, o total aportado é R$ 9.600, e a planilha ainda mostra quanto esse hábito pode virar com juros compostos. Para quem começa pequeno, ver o acumulado em reais ajuda mais do que olhar só a taxa anual.
A estrutura foi pensada para isso e para a comparação de custos, já que a taxa de custódia da B3 pode reduzir o retorno líquido. Em uma posição de R$ 50.000, uma cobrança de 0,20% ao ano representa cerca de R$ 100 por ano, valor que faz diferença no longo prazo.
Na aba Instruções. Ela orienta a ordem correta de lançamento para evitar erro de taxa, prazo e aporte, principalmente se você estiver comparando mais de um título. Assim você consegue refazer a simulação com seus números sem bagunçar o modelo.