Buy And Hold Planilha Excel Grátis
Controle ações, aportes, proventos, rentabilidade e concentração da carteira com uma planilha buy and hold para investidores brasileiros.
A planilha buy and hold organiza ações mantidas no longo prazo, mostrando quantidade, preço médio de compra, valor investido, valor atual, resultado em reais, rentabilidade percentual e participação de cada ativo. Ela também reúne proventos, instruções e um painel para acompanhar a evolução da carteira sem depender de anotações espalhadas.
Na aba Carteira, você encontra os ativos de exemplo PETR4, VALE3, ITUB4, BBDC4, WEGE3, ABEV3, MGLU3, BBAS3, ITSA4 e TAEE11, com empresa, setor, data de compra e preços. A aba Proventos complementa o acompanhamento da renda recebida, enquanto Dashboard e Instruções ajudam a interpretar os números antes de você decidir aportar, manter ou revisar uma posição.
As principais vantagens desta Planilha de Excel
- Mostra o resultado em R$ de cada ação, evitando avaliar uma posição apenas pela cotação do dia.
- Calcula a rentabilidade percentual comparando o valor investido com o valor atual; por exemplo, R$ 2.000 que viram R$ 2.400 representam R$ 400 e 20%.
- Exibe a participação de cada ativo na carteira, tornando visível quando uma ação passa de 10% ou 20% do patrimônio.
- Organiza compras por ticker, empresa, setor, data, quantidade e preço, facilitando a conferência de uma carteira com 10 posições ou mais.
- Permite acompanhar proventos recebidos em reais e avaliar quanto uma carteira de R$ 50.000 gerou em dividendos e juros sobre capital próprio.
- Ajuda a comparar setores, como bancário, petróleo, mineração e energia, antes de concentrar um novo aporte de R$ 1.000 em uma única área.
- Oferece uma visão resumida no Dashboard para você revisar a carteira mensalmente, em vez de tomar decisões com base em uma única cotação.
Guía paso a paso
- Abra a aba Instruções e leia a orientação inicial sobre o preenchimento. Use os campos destacados para diferenciar dados digitados de resultados calculados.
- Na aba Carteira, substitua ou revise os exemplos de PETR4, VALE3 e demais tickers pelos seus ativos. Informe ticker, empresa, setor, data de compra, quantidade, preço de compra e preço atual.
- Confira o valor investido e o valor atual de cada linha. Para validar manualmente, 100 ações compradas a R$ 20 totalizam R$ 2.000 antes de custos, e cotadas a R$ 23 valem R$ 2.300.
- Registre os proventos na aba Proventos conforme os informes da corretora ou da empresa. Lance o valor efetivamente recebido, como R$ 85 de dividendos, na data correta.
- Observe a coluna de participação da carteira e a distribuição por setor. Se uma posição representar R$ 12.000 de uma carteira de R$ 60.000, ela corresponde a 20% do total.
- Use o Dashboard para revisar o conjunto dos investimentos e não apenas o ativo que mais subiu. Faça uma cópia mensal, como Carteira_2026-07, para preservar o histórico.
- Antes de comprar ou vender, compare o motivo da decisão com sua tese original. Uma queda de R$ 500 na cotação não é, sozinha, prova de que a empresa deixou de fazer sentido.
Funciones incluidas
Como a planilha buy and hold calcula o resultado da carteira
O cálculo central começa pelo valor investido: quantidade de ações multiplicada pelo preço de compra. Se você comprou 200 PETR4 a R$ 28,50, o custo da posição é R$ 5.700. Na aba Carteira (Figura 1), essa conta aparece ao lado de Ticker, Empresa, Setor, Data Compra, Qtde e Preço Compra.
Depois, a planilha calcula o valor atual com a mesma quantidade multiplicada pelo preço atual. Se PETR4 estiver a R$ 34,20, 200 ações correspondem a R$ 6.840. O resultado não é uma impressão visual: R$ 6.840 menos R$ 5.700 produz ganho de R$ 1.140, antes de impostos, taxas e proventos.
Da posição individual ao total
A coluna Resultado % transforma o ganho em uma taxa comparável: R$ 1.140 dividido por R$ 5.700 equivale a 20%. Essa leitura permite comparar uma posição de R$ 5.700 com outra de R$ 2.000, pois R$ 400 de ganho na segunda representam 20%, enquanto R$ 1.140 na primeira também representam 20%.
Somando dez posições, você obtém o patrimônio de mercado da carteira. Nos exemplos visíveis, 100 VALE3 a R$ 62,30 valem R$ 6.230, enquanto o custo foi R$ 6.890; a diferença é uma perda de R$ 660, ou aproximadamente 9,58% sobre o custo. O resultado da carteira deve combinar todos esses efeitos, e não apenas o desempenho de PETR4 ou WEGE3.
Por que a participação importa
A coluna % Carteira divide o valor atual de cada ativo pelo valor atual total. Se a carteira vale R$ 60.000 e uma ação representa R$ 12.000, sua participação é 20%. Já os proventos devem ser lidos separadamente na aba Proventos (Figura 2), porque dividendos de R$ 300 aumentam o retorno recebido, mas não aparecem corretamente se você observar apenas a variação entre preço de compra e cotação.
Imposto e regras brasileiras para ações mantidas no longo prazo
Buy and hold não elimina a tributação; ele apenas costuma reduzir a frequência de vendas. Para pessoa física, o ganho líquido em operações comuns com ações é normalmente tributado a 15%, enquanto o day trade utiliza 20%. Existe isenção para vendas de ações no mercado à vista que não ultrapassem R$ 20.000 no mês, mas a regra se refere ao valor vendido, não ao lucro, e não se aplica indistintamente a ETFs, FIIs e todos os ativos.
Exemplo: você compra ações por R$ 8.000 e vende por R$ 10.000 em uma operação comum, com R$ 2.000 de lucro. Se o total vendido no mês ficou abaixo de R$ 20.000 e a operação se enquadra na isenção, o imposto sobre esse ganho é R$ 0. Se você vendeu R$ 30.000 no mês, o imposto teórico sobre R$ 2.000 é R$ 300, antes de compensar prejuízos e descontar o imposto retido na fonte.
DARF e controle dos custos
Quando houver imposto a pagar, o recolhimento é feito por DARF, normalmente com o código 6015 para renda variável de pessoa física. O prazo tradicional é o último dia útil do mês seguinte ao da apuração; uma venda com lucro de R$ 2.000 realizada em julho de 2026 gera, em regra, recolhimento até o último dia útil de agosto de 2026. A planilha ajuda a separar resultado, mas você precisa manter notas de corretagem para apurar emolumentos, corretagem e prejuízos compensáveis.
A B3 também cobra custos de negociação e, em determinados produtos, taxa de custódia. Em uma compra de R$ 5.000, R$ 20 de custos reduzem o custo efetivo e alteram o lucro tributável. A partir de 2026, dividendos também exigem atenção às regras da Lei nº 15.270/2025: pagamentos mensais acima de R$ 50.000 pela mesma empresa a uma pessoa física podem sofrer retenção de 10%, conforme as condições legais. Registre na aba Proventos (Figura 2) o valor bruto e o líquido quando esses campos estiverem disponíveis nos informes.
Onde investidores buy and hold perdem dinheiro sem perceber
O primeiro erro é confundir empresa conhecida com carteira equilibrada. Em um atendimento, uma carteira de R$ 40.000 pode ter R$ 24.000 em três bancos, ou 60% do total; mesmo que os tickers sejam diferentes, uma crise de crédito pode atingir grande parte do patrimônio ao mesmo tempo. A coluna Setor e o percentual da carteira na Figura 1 tornam essa concentração visível em reais.
Comprar mais só porque caiu
Outro erro é fazer preço médio sem revisar a tese. Se você possui 500 MGLU3 compradas a R$ 4,80, investiu R$ 2.400; comprar mais 500 a R$ 2,10 leva o custo total a R$ 3.450 e o preço médio para R$ 3,45. Se a empresa continuar destruindo valor, a queda não foi uma oportunidade automática: você apenas aumentou a exposição de R$ 2.400 para R$ 3.450.
A planilha também evidencia o erro oposto: vender uma empresa sólida porque a cotação caiu R$ 600, enquanto os resultados operacionais permaneceram compatíveis com a tese. O investidor que transforma cada oscilação de R$ 300 ou R$ 800 em uma decisão paga spread, emolumentos e eventualmente imposto, além de interromper a acumulação de proventos.
Ignorar dividendos e dados desatualizados
Não registrar proventos faz uma carteira parecer menos rentável do que realmente foi. Uma posição de R$ 10.000 que distribuiu R$ 700 no ano e terminou valendo R$ 10.300 produziu R$ 1.000 de retorno econômico, ou 10%, mas a cotação isolada mostraria somente R$ 300, ou 3%.
Por fim, há quem mantenha o preço atual congelado por meses e tome decisões com uma fotografia antiga. Se a carteira valia R$ 50.000 e recebeu R$ 1.200 em dividendos, mas hoje vale R$ 47.500, o resultado não deve ser descrito como simples perda de R$ 2.500: o retorno parcial inclui os R$ 1.200 recebidos. Atualizar os campos e conferir os informes evita esse diagnóstico errado.
Essa conferência também prepara a avaliação da ação, porque o retorno econômico só faz sentido quando entra na mesma base usada para estimar o valor justo.
Onde apertar primeiro: aporte, concentração ou qualidade
O aporte mensal é a alavanca mais controlável. Suponha uma carteira inicial de R$ 30.000 e aportes de R$ 500 por mês; em 12 meses, você adicionará R$ 6.000, chegando a R$ 36.000 antes da variação dos preços. Se elevar o aporte para R$ 800, acrescentará R$ 9.600 no mesmo período, uma diferença de R$ 3.600 que independe de acertar a próxima ação vencedora.
Taxa de retorno e prazo
O prazo potencializa pequenas diferenças, mas não transforma uma estimativa em garantia. Aplicando R$ 500 por mês durante 10 anos, sem considerar impostos e supondo retorno médio de 8% ao ano, o valor acumulado seria aproximadamente R$ 91.000; com 10% ao ano, seria cerca de R$ 102.000. A diferença aproximada de R$ 11.000 mostra por que qualidade, diversificação e custos importam mais do que perseguir uma cotação específica.
Na planilha, use os valores da Carteira para verificar se o novo dinheiro corrige ou aumenta a concentração. Se uma ação já vale R$ 15.000 de uma carteira de R$ 50.000, ela pesa 30%; um aporte de R$ 1.000 nessa mesma posição leva o valor para R$ 16.000 e, mantendo o total em R$ 51.000, a participação fica perto de 31,4%.
Rebalancear com dinheiro novo
Minha preferência é rebalancear primeiro com aportes, em vez de vender automaticamente. Se o objetivo é aproximar quatro setores de 25% em uma carteira de R$ 80.000, um setor com R$ 28.000 está 3 pontos percentuais acima do alvo, enquanto outro com R$ 16.000 está 5 pontos abaixo. Direcionar um aporte de R$ 2.000 ao setor menor reduz a distorção sem gerar venda de R$ 2.000 e possível imposto.
Quando a concentração decorre de uma tese quebrada, não de valorização, o critério muda: vender pode ser melhor que insistir. Registre a decisão nas Instruções ou em uma cópia mensal e confira no Dashboard (Figura 3) se o resultado veio de aporte, valorização ou proventos. A Figura 4 reúne a aba Instruções, que deve ser usada como referência para manter o preenchimento consistente.
Na mesma rotina de conferência, a planilha de consignado ajuda a registrar parcelas, saldo e impacto no fluxo de caixa.
Preguntas frecuentes sobre esta planilha
Buy and hold é uma estratégia de comprar ativos e mantê-los por muitos anos, acompanhando a qualidade do negócio e a tese de investimento em vez de tentar lucrar com cada oscilação. Por exemplo, uma carteira de R$ 20.000 pode permanecer investida por 10 anos, recebendo proventos e novos aportes, desde que os fundamentos continuem adequados.
A planilha contém a aba Proventos para registrar os valores recebidos, mas você deve conferir os informes da corretora e das empresas. Se recebeu R$ 120 de dividendos de uma ação, lance esse valor conforme a estrutura disponível na aba, pois a cotação sozinha não representa os R$ 120 que entraram na sua conta.
Multiplique a quantidade pelo preço atual e subtraia o valor investido. Com 100 ações compradas a R$ 25 e cotadas a R$ 28, o valor investido foi R$ 2.500, o valor atual é R$ 2.800 e o resultado bruto é R$ 300, equivalente a 12%.
Ela organiza o resultado da carteira, mas a apuração fiscal exige notas de corretagem, custos, vendas mensais e prejuízos compensáveis. Uma venda comum com lucro de R$ 2.000, fora da isenção aplicável, pode gerar imposto teórico de R$ 300 à alíquota de 15%, antes dos ajustes permitidos.
Para buy and hold, uma revisão mensal é suficiente para a maioria dos investidores, especialmente após receber informes de proventos. Se a carteira tem R$ 50.000 e você faz um aporte de R$ 1.000, atualize a quantidade, o preço de compra e o preço atual para que a participação de cada ativo reflita os R$ 51.000 investidos.
A venda deve estar ligada à mudança da tese, deterioração relevante do negócio, concentração excessiva ou necessidade financeira, e não apenas a uma queda de R$ 500 na cotação. Se uma posição de R$ 8.000 passou a representar R$ 16.000 de uma carteira de R$ 40.000, a concentração de 40% merece revisão mesmo que a empresa continue boa.