Administração

Empréstimo Consignado: Planilha Excel Grátis

Controle contratos, parcelas, saldo devedor e margem de empréstimos consignados de servidores, aposentados e pensionistas.

27/07/2026
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Esta planilha de empréstimo consignado organiza contratos de servidores, aposentados e pensionistas em um único arquivo Excel. Ela reúne nome, órgão ou empregador, renda, valor contratado, taxa mensal, prazo, parcela, total a pagar, parcelas quitadas, saldo devedor, margem utilizada e status.

Na aba Empréstimos, você cadastra cada operação e acompanha o andamento do desconto em folha. A aba Resumo facilita a leitura do conjunto de contratos, enquanto a aba Instruções explica o preenchimento. A Figura 1 mostra a tabela principal com 16 colunas, da identificação do contrato ao status.

Captura de tela 1: Aba Empréstimos - Planilha Excel planilha emprestimo consignado
Figura 1: Hoja de cálculo "Empréstimos"

As principais vantagens desta Planilha de Excel

  • Visualiza em uma linha o valor contratado, a parcela mensal e o total previsto de cada empréstimo.
  • Compara a renda mensal com a margem utilizada, usando valores em reais para identificar comprometimento elevado.
  • Acompanha parcelas pagas, parcelas restantes e o saldo devedor de cada contrato.
  • Reúne empréstimos de diferentes órgãos, como INSS, prefeituras e governos estaduais, sem misturar os contratos.
  • Permite localizar rapidamente operações pelo ID, nome, CPF ou órgão/empregador.
  • Ajuda a medir o custo dos juros: em um contrato de R$ 15.000 com total a pagar de R$ 20.163, a diferença é R$ 5.163.
  • Facilita a revisão mensal de 10 contratos, 20 contratos ou mais sem depender de anotações em papel.

Guía paso a paso

  1. Abra a aba Empréstimos e identifique uma linha para cada contrato ativo ou encerrado.
  2. Preencha ID, nome, órgão/empregador, CPF e data de contratação. Use o mesmo padrão de identificação nos contratos da família.
  3. Informe a renda mensal, o valor contratado, a taxa de juros mensal e o prazo em meses. Por exemplo, registre 1,8% como 1,8% no campo de taxa.
  4. Digite a parcela mensal e o número de parcelas pagas conforme o último contracheque ou extrato do benefício.
  5. Atualize o saldo devedor, as parcelas restantes, a margem utilizada e o status sempre que houver pagamento, refinanciamento ou quitação.
  6. Consulte a aba Resumo para enxergar o conjunto dos contratos e use a Figura 2 como referência visual para localizar os indicadores disponíveis.
  7. Leia a aba Instruções antes de compartilhar o arquivo. A Figura 3 mostra essa área de orientação e ajuda a conferir o preenchimento dos campos.
Captura de tela 2: Aba Resumo - Planilha Excel planilha emprestimo consignado
Figura 2: Hoja de cálculo "Resumo"

Funciones incluidas

Tabela com as colunas ID, Nome, Órgão/Empregador, CPF e Data Contratação para identificar cada operação.
Campos financeiros para Renda Mensal, Valor Contratado, Taxa de Juros Mensal, Parcela Mensal e Total a Pagar.
Controle de prazo em meses, parcelas pagas e parcelas restantes para acompanhar a evolução do desconto.
Registro do Saldo Devedor em reais, permitindo comparar o contrato atual com o valor originalmente contratado.
Campo de Margem Utilizada (%) para avaliar quanto da renda está comprometido com o consignado.
Campo Status para separar contratos em andamento, quitados ou em outra situação de acompanhamento.
Formatação visual com cabeçalho verde, campos destacados e linhas organizadas para leitura mais rápida.

Como a planilha de empréstimo consignado calcula o custo do contrato

Do valor liberado à parcela

O custo de um consignado nasce de três dados: principal, taxa mensal e prazo. Em um exemplo de R$ 15.000, taxa de 1,8% ao mês e 36 meses, a taxa decimal é 0,018 e o número de períodos é 36. Na tabela Price, a parcela é obtida por PMT = PV × i ÷ [1 − (1 + i)−n].

Substituindo os valores: PMT = R$ 15.000 × 0,018 ÷ [1 − (1,018)−36]. O fator de desconto fica próximo de 0,475; portanto, a parcela mensal fica em torno de R$ 555,00. A planilha não precisa que você refaça essa fórmula para acompanhar o contrato: você registra o valor da parcela na coluna Parcela Mensal (R$).

Total, saldo e parcelas

Se a parcela for R$ 555,00 por 36 meses, o total nominal pago será R$ 19.980,00. Assim, a diferença entre o total e o principal é R$ 4.980,00, antes de considerar eventual seguro, tarifa, imposto ou outro componente informado no contrato. Por isso, compare a coluna Total a Pagar (R$) com Valor Contratado (R$), e não apenas a parcela.

Depois de 10 pagamentos, o campo Parcelas Pagas vale 10 e Parcelas Restantes vale 26. No sistema Price, o saldo não é simplesmente R$ 15.000 menos 10 vezes R$ 555,00, porque cada prestação contém juros e amortização; aproximadamente, o saldo ainda pode estar perto de R$ 12.300. A Figura 1 mostra essas colunas lado a lado, o que evita confundir valor já descontado com principal amortizado.

O que a margem representa

Com renda mensal de R$ 3.200 e parcela de R$ 555, a margem utilizada daquele contrato é 17,34%: R$ 555 ÷ R$ 3.200 × 100. Se houver outro desconto de R$ 300, o comprometimento conjunto chega a R$ 855, ou 26,72% da renda. Registre o percentual usado no campo Margem Utilizada (%) para enxergar o efeito de todos os contratos sobre o orçamento.

Captura de tela 3: Aba Instruções - Planilha Excel planilha emprestimo consignado
Figura 3: Hoja de cálculo "Instruções"

As regras brasileiras que alteram o custo do consignado em 2026

Margem e autorização do desconto

O desconto em folha não é um débito comum: ele depende de autorização e da margem disponível no benefício ou na remuneração. A Lei nº 10.820/2003 disciplina a autorização para desconto de empréstimos, financiamentos e operações de arrendamento em folha. Para aposentados e pensionistas do INSS, a margem aplicável deve ser conferida no Meu INSS ou no contrato vigente; não trate um percentual antigo como regra automática de 2026.

Como referência de orçamento, uma renda de R$ 3.200 com dois descontos de R$ 555 e R$ 300 deixa R$ 2.345 antes de outras despesas. A planilha registra a parcela e a margem, mas não substitui o extrato oficial do órgão pagador, que é a fonte para confirmar autorização, benefício e desconto efetivo.

CET, juros e tributos

O banco deve informar o Custo Efetivo Total (CET), que reúne juros, tarifas, tributos, seguros e demais despesas da operação. Uma taxa anunciada de 1,8% ao mês não basta: em R$ 15.000, uma cobrança adicional de R$ 180 eleva o custo inicial e pode mudar o valor efetivamente recebido. Compare o CET e o valor líquido liberado com as colunas Valor Contratado (R$) e Total a Pagar (R$).

O IOF pode incidir sobre operações de crédito, conforme a natureza do tomador e a legislação vigente. Em um empréstimo de R$ 15.000, IOF de R$ 300 representa 2% do principal e precisa entrar na comparação do custo, mesmo que não apareça como aumento da parcela. Para pessoa física, os juros recebidos pelo banco não são um rendimento tributável do tomador; já tarifas e seguros podem estar embutidos no CET.

Portabilidade e quitação

A portabilidade de crédito permite transferir a dívida para outra instituição em condições melhores, desde que a nova operação seja comparada pelo CET e pelo saldo para quitação. Se o saldo for R$ 12.300 e a nova proposta reduzir o custo total em R$ 1.400, a economia bruta é R$ 1.400, não a soma das parcelas antigas. Registre o saldo atualizado antes de decidir, porque refinanciar sem reduzir prazo ou custo pode apenas prolongar a dívida.

Quando a decisão envolve comparar custo total com saldo para quitação, também vale medir o efeito no patrimônio líquido com uma planilha de valuation.

Onde os contratos consignados mais fazem o orçamento perder dinheiro

Olhar só para a prestação

O erro mais frequente é escolher R$ 400 de parcela sem perguntar por quantos meses ela será descontada. Uma operação de R$ 10.000 em 24 parcelas de R$ 520 custa R$ 12.480 no total; os juros e demais componentes somam R$ 2.480. Outra proposta com parcela de R$ 350 pode parecer menor, mas se durar 40 meses e totalizar R$ 14.000, ela custa R$ 1.520 a mais.

Na planilha, compare diretamente Parcela Mensal (R$), Prazo (meses) e Total a Pagar (R$). O campo de prazo impede que uma parcela aparentemente confortável esconda quatro anos de desconto.

Atualizar apenas o contracheque

Outro problema aparece quando a pessoa altera a parcela, mas deixa Parcelas Pagas e Saldo Devedor antigos. Considere um contrato com 36 parcelas, 12 já pagas e saldo informado de R$ 11.800. Se o extrato de 2026 mostrar 15 parcelas pagas, manter o número 12 faz o acompanhamento ficar três meses atrasado e pode levar a uma decisão errada de refinanciamento.

Faça uma atualização mensal baseada no comprovante real. A Figura 1 evidencia que parcelas pagas, restantes e saldo são campos separados; preencher apenas um deles não atualiza automaticamente os demais.

Ignorar a soma dos descontos

Famílias também perdem margem ao analisar cada contrato isoladamente. Com renda de R$ 2.400, uma parcela de R$ 420 consome 17,5%; duas parcelas de R$ 420 consomem R$ 840, ou 35%. Se ainda houver cartão consignado de R$ 120, o comprometimento chega a R$ 960 e sobra uma renda bruta de R$ 1.440 antes de aluguel, alimentação e remédios.

Cadastre cada contrato com nome, órgão e CPF consistentes. Na aba Resumo, a Figura 2 serve para conferir o conjunto; se os totais não coincidirem com os extratos, corrija a origem antes de assumir nova dívida.

Esse cuidado com o conjunto também faz sentido para orientar a educação financeira infantil, mostrando cedo como parcelas sucessivas reduzem a renda disponível.

Como reduzir o custo usando prazo, taxa e amortização

Prazo menor ou parcela menor

A primeira alavanca é o prazo. Em uma dívida de R$ 15.000 a 1,8% ao mês, 36 parcelas próximas de R$ 555 totalizam cerca de R$ 19.980. Mantida a taxa, reduzir para 24 meses leva a uma prestação aproximada de R$ 778 e total de R$ 18.672: você paga cerca de R$ 1.308 a menos, mas precisa absorver R$ 223 a mais por mês.

Na planilha, compare as colunas Prazo (meses), Parcela Mensal (R$) e Total a Pagar (R$) em cenários separados por ID. A escolha técnica é reduzir prazo quando a renda comporta a prestação sem sacrificar despesas essenciais; alongar prazo só para liberar margem costuma aumentar o custo.

Taxa menor e portabilidade

A segunda alavanca é a taxa. Para R$ 15.000 em 36 meses, uma queda de 1,8% para 1,5% ao mês reduz a parcela aproximada de R$ 555 para R$ 542 e o total de R$ 19.980 para cerca de R$ 19.512. A economia de aproximadamente R$ 468 não justifica uma troca se a nova instituição cobrar R$ 600 de tarifa ou seguro.

Registre a proposta em uma nova linha e altere Taxa Juros Mensal (%), Prazo (meses), Parcela Mensal (R$) e Total a Pagar (R$). Depois compare o saldo para quitação, o CET e o custo total, não apenas os R$ 13 mensais de diferença.

Amortizar com dinheiro próprio

  • Uma amortização de R$ 2.000 em um saldo devedor de R$ 12.300 reduz o principal para aproximadamente R$ 10.300, antes do recálculo contratual.
  • Se o banco mantiver a parcela próxima de R$ 555, o prazo pode cair de aproximadamente 26 meses para cerca de 21 meses, dependendo da regra de amortização.
  • Se a prioridade for aliviar o mês, peça redução da parcela, mas compare o total restante: diminuir a prestação sem diminuir juros futuros pode economizar menos.

Atualize Saldo Devedor (R$), Parcelas Restantes e Status somente com a confirmação da instituição. A aba Instruções, exibida na Figura 3, deve ser usada para padronizar essa revisão e evitar que uma simulação seja confundida com o saldo oficial.

Preguntas frecuentes sobre esta planilha

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