Pgbl Vs Vgbl Planilha Excel Grátis
Compare PGBL e VGBL com simulação de IR, aportes e valor líquido para decidir com números em reais.
Esta planilha compara PGBL e VGBL com base em renda, aporte mensal, taxa de administração, tributação e valor líquido no resgate. Você vê, em reais, quando o benefício fiscal do PGBL compensa e quando o VGBL é mais eficiente.
O arquivo traz as abas Comparativo, Simulador, Resumo Executivo e Instruções. Na prática, você preenche os dados do participante, acompanha a projeção e enxerga o efeito do IR estimado, da taxa administrativa e da contribuição ao longo do tempo.
A lógica é simples: no PGBL, a base de dedução pode chegar a 12% da renda bruta anual; no VGBL, o imposto incide só sobre os rendimentos. Isso muda bastante o resultado quando você aporta, por exemplo, R$ 800 por mês ou R$ 1.500 por mês durante vários anos.
As principais vantagens desta Planilha de Excel
- Mostra a diferença entre base dedutível PGBL e tributação sobre rendimentos no VGBL.
- Compara projeções usando renda bruta mensal, contribuição mensal e taxa anual em %.
- Ajuda você a enxergar o efeito do IR no resgate em valores como R$ 50.000, R$ 200.000 ou mais.
- Permite testar perfis com regime regressivo e progressivo sem montar conta manual.
- Evidencia o impacto da taxa de administração sobre o patrimônio acumulado.
- Resume os cenários no Resumo Executivo, facilitando a decisão em poucos minutos.
- Organiza os dados do participante com visão de comparação e acompanhamento em uma única planilha.
Guía paso a paso
- Abra a aba Comparativo e revise os dados já preenchidos. Ela funciona como base da comparação entre PGBL e VGBL, com colunas para renda, contribuição, taxa de administração e tributação.
- Preencha ou substitua os valores do participante. Se a renda bruta mensal for de R$ 8.000 e a contribuição de R$ 800, você já consegue testar a lógica de dedução e projeção.
- Vá para a aba Simulador e ajuste os cenários de aporte e prazo. É aqui que você enxerga o efeito prático de juros compostos sobre cada regime.
- Confira o Resumo Executivo para comparar os resultados lado a lado. A leitura fica mais rápida quando você observa o valor investido acumulado, o IR no resgate e o valor líquido projetado.
- Use a aba Instruções para seguir a ordem correta de preenchimento. Isso evita erros de leitura e ajuda você a repetir a conta com outros valores.
- Teste pelo menos dois cenários, como aporte de R$ 600 e aporte de R$ 1.500. A diferença entre eles costuma mostrar de forma clara quando o PGBL entrega vantagem fiscal.
Funciones incluidas
Como a comparação entre PGBL e VGBL funciona na prática
A lógica da planilha nasce de uma diferença simples: no PGBL, a contribuição pode reduzir a base de cálculo do IR até o limite de 12% da renda bruta anual; no VGBL, o imposto recai apenas sobre o rendimento no resgate. Se você ganha R$ 8.000 por mês, a renda anual bruta é de R$ 96.000 e o teto dedutível no PGBL fica em R$ 11.520 ao ano, ou R$ 960 por mês.
Na prática, se você aplica R$ 800 por mês durante 10 anos, o total investido é de R$ 96.000 antes da rentabilidade. Com uma rentabilidade média de 8% ao ano, o saldo bruto pode chegar perto de R$ 145.000; a diferença entre planos aparece no IR do resgate e na forma como a base tributável é calculada.
Onde a conta muda de verdade
O ponto central é o tratamento fiscal do saldo. No PGBL, se você opta pelo regime regressivo e resgata após 10 anos, a alíquota do IR pode chegar a 10% sobre o valor total resgatado; no VGBL, os 10% incidem só sobre o ganho, não sobre o principal. Em um resgate de R$ 145.000 com R$ 96.000 de aportes, o ganho seria R$ 49.000.
Exemplo numérico com valor líquido
Se o PGBL sofre IR de 10% sobre R$ 145.000, o imposto estimado é de R$ 14.500 e o líquido fica em R$ 130.500. No VGBL, os 10% sobre o ganho de R$ 49.000 geram IR de R$ 4.900, levando o líquido para R$ 140.100. É esse tipo de diferença que a aba Comparativo deixa visível em colunas separadas.
Imposto de renda, regra dos 12% e custo real do resgate
O benefício fiscal do PGBL existe para quem faz declaração completa e contribui para o INSS ou regime equivalente. A regra prática é clara: você consegue deduzir até 12% da renda bruta anual tributável, o que, no exemplo de R$ 96.000 por ano, dá R$ 11.520 de dedução potencial.
Esse abatimento não é dinheiro grátis, mas posterga imposto e melhora o fluxo de caixa no ano da contribuição. Se você está na faixa marginal de 27,5% do IRPF e deduz R$ 11.520, o efeito tributário anual pode chegar a R$ 3.168 de imposto evitado naquele momento, antes da compensação futura no resgate.
Regime regressivo e progressivo no papel
No regime regressivo, a alíquota cai de 35% para 10% conforme o prazo, e o dado que mais pesa é o tempo investido. No progressivo, a tributação segue a tabela mensal do IRPF, o que costuma ser pior para resgates altos; por isso, para reservas de longo prazo, o regressivo costuma ser a escolha mais técnica.
Na planilha, isso aparece nas colunas de Regime tributário, Alíquota IR estimada e IR no resgate estimado. Se você simula R$ 145.000 acumulados e muda a alíquota de 10% para 15%, o imposto sobe de R$ 14.500 para R$ 21.750, uma diferença de R$ 7.250 que o resumo mostra sem conta manual.
Quando o VGBL leva vantagem fiscal
Se você usa declaração simplificada, ou já está no teto de dedução dos 12%, o VGBL tende a ser mais eficiente. Isso porque o imposto não incide sobre o montante total, e sim apenas sobre a rentabilidade; em um cenário de R$ 49.000 de ganho, a base tributável é muito menor do que os R$ 145.000 do saldo bruto.
Como o VGBL pesa mais na rentabilidade do que no saldo bruto, essa mesma base líquida também é a referência para acompanhar a meta de independência financeira sem inflar o patrimônio acumulado.
Os erros que mais custam dinheiro nessa decisão
O erro que mais vejo é escolher PGBL sem usar a declaração completa. Se você não consegue aproveitar a dedução de até 12% da renda bruta anual, o ganho fiscal desaparece e você pode terminar pagando imposto como se tivesse optado pelo produto errado desde o início.
Outro erro é olhar só para a “taxa baixa” e ignorar a tributação final. Uma diferença de 1% ao ano na taxa de administração parece pequena, mas em R$ 96.000 aportados ao longo de 10 anos ela pode corroer milhares de reais do saldo final, sobretudo quando combinada com taxa de carregamento.
Quando o custo aparece no extrato
Se você aporta R$ 800 por mês por 120 meses, qualquer taxa de carregamento de 1% já tira R$ 9,60 por aporte, ou R$ 1.152 ao longo do período. Somando isso a uma taxa de administração anual de 2%, o efeito prático é reduzir o capital que compõe juros, e a diferença final pode passar de R$ 5.000 facilmente em um prazo de 10 anos.
Como a planilha expõe o problema
A aba Comparativo separa valor investido acumulado, rentabilidade estimada anual e valor líquido projetado. Isso impede o erro clássico de comparar só o saldo bruto de R$ 145.000 e esquecer que o resgate líquido depende do regime tributário, da alíquota de IR e do custo administrativo embutido.
Também é comum misturar perfis de renda. Quem recebe R$ 3.500 por mês dificilmente aproveita o PGBL da mesma forma que quem recebe R$ 12.000, porque a base dedutível e o imposto marginal são diferentes; a planilha força você a enxergar essa diferença com números concretos, não com opinião.
Onde apertar primeiro para melhorar o resultado
A primeira alavanca é o regime tributário. Se você faz declaração completa e consegue aproveitar os 12% de dedução, o PGBL pode gerar benefício imediato; se não, o VGBL costuma preservar melhor o dinheiro no resgate.
A segunda alavanca é o prazo. Em um cenário de 5 anos, uma alíquota regressiva alta ainda pesa muito; em 10 anos ou mais, a queda para 10% melhora bastante o líquido. Para um saldo de R$ 145.000, sair de 15% para 10% reduz o IR de R$ 21.750 para R$ 14.500, uma economia de R$ 7.250.
O que mexer dentro da planilha
- Ajuste a Contribuição mensal para ver o efeito de R$ 600, R$ 800 ou R$ 1.500 por mês.
- Altere a Taxa adm. anual para medir quanto 1 ponto percentual pesa no longo prazo.
- Troque a Alíquota IR estimada entre 10%, 15% e 27,5% para comparar cenários.
Em geral, a decisão mais eficiente não é “PGBL ou VGBL” no abstrato, e sim qual estrutura entrega o maior líquido depois de 10 anos com o seu nível de renda. A aba Resumo Executivo foi feita justamente para mostrar essa resposta em uma tela só.
Depois de comparar o líquido em 10 anos, a mesma lógica serve para projetar quanto falta acumular até a meta de independência financeira.
Preguntas frecuentes sobre esta planilha
No PGBL, você deduz contribuições até 12% da renda bruta anual na declaração completa e paga IR sobre o valor total no resgate. No VGBL, você não deduz, mas o IR incide só sobre o rendimento; em um resgate de R$ 145.000 com R$ 49.000 de ganho, isso muda muito o imposto final.
O PGBL costuma fazer mais sentido para quem faz declaração completa, tem renda suficiente para aproveitar a dedução e quer usar o benefício fiscal hoje. Se você ganha R$ 8.000 por mês, por exemplo, a dedução potencial anual de 12% chega a R$ 11.520, e isso já muda a conta.
O VGBL tende a ser melhor quando você usa declaração simplificada ou já está no limite de dedução do PGBL. Nesse caso, o imposto no resgate incide só sobre o rendimento, então um ganho de R$ 49.000 sofre uma base tributável muito menor do que o saldo total.
Sim. Ela mostra a Alíquota IR estimada, o IR no resgate estimado e o Valor líquido projetado, para você comparar o resultado final com números em reais. Isso evita olhar só para o saldo bruto e ignorar o imposto.
Sim. Você pode comparar, por exemplo, R$ 600, R$ 800 e R$ 1.500 por mês para ver como o saldo acumulado muda no tempo. Em 10 anos, a diferença entre R$ 800 e R$ 1.500 por mês é de R$ 84.000 em aportes, antes da rentabilidade.
Ela ajuda muito, porque consolida os números principais em uma visão rápida. Mas a decisão fica mais segura quando você confere também a aba Comparativo, onde aparecem renda, tributação, taxa de administração e as observações de cada participante.